Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008
Amo-te Pequena*

Eu. Tu. Nós, simplesmente.
sinto-me: Renovada
a ouvir..: Happy Everafter in Your Eyes - Ben Harper
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
...
Voltei aquela cidade tão minha e tão diferente, composta por extremos e por agitação. As pessoas andam ali, à semelhança de qualquer outra cidade 
grande, com passos apressados e sorrisos escondidos. Caminham na confusão do seu dia-a-dia e correm tentando ultrapassar o tempo.
Eu, para contrastar, andava com a calma de quem nada tinha para fazer, apenas sentir o sol e abraçar o ar. Apanhei o metro, sem a correria dos outros todos. Com a música como companhia este ia ser o meu dia.
Iria concertar a alma e dar-lhe o conforto que precisava.
Sabia que aquela não era a minha estação, mas toca a sair e ir a pé. Páro, entro no café mais próximo e peço um café, acho que um bocado alto..pela cara do senhor. Enfim, a música não podia parar. Entretenho-me a ler o signo que vem estampado na carteira do açúcar mas sentia o sol chamar por mim.
Pés ao caminho.
Desço toda aquela avenida olhando as montras prontinhas para o (piroso) dia dos namorados. Bem sei que há autocarros a toda a hora para a praça mais agitada da cidade mas cansar-me fazia-me bem. Vinte minutinhos de caminho e cheguei.
A casa estava brilhante como sempre. Ao entrar sabia que a agitação do mundo exterior iria acabar e tudo seriam passos de dança.
Assisto ao "espectáculo" do café, que uma míuda qualquer me decidiu oferecer e maravilho-me com aquela melodia, com aquele som suave, com aqueles olhos e com aquele violino.
Mas o tempo passa a correr e já está na hora de apanhar o comboio rumo a casa.
Casa da Música, Porto (7.2.08)
Parece que a Primavera decidiu vir a correr aquecer-me a alma e aconchegar-me o peito. São duas da tarde e apanho mais uma vez o comboio. Vamos conversando e falando disto e daquilo, conversas banais para passar o tempo. Faço toda a viagem de olhos fechados a sentir o sol da janela na cara. Chegamos à estação no meio de meia dúzia de mães e criancinhas que vão ao McDonalds lanchar mas nem nos viramos ao shopping. Não. Vamos antes à praia. Quero sentir aquele frio gelar-me os braços e o sol aquecer-me a cara. Quero senti-me viva, de novo.
Com toda aquela viagem a pé estava com medo de já não apanhar o sol. Mas não. Chegamos mesmo a tempo de ver a sua descida calma e serena em direcção ao horizonte.
Tu armavas-te em artista e tiravas fotos a tudo e todos. Eu queria estar sozinha ali. Não vos estou a descartar amigos, mas precisava daquele momento meu. Ouvimos ao lado uma pequena a chorar e a gritar que o sol se vai afogar no mar. Ingenuidades.
Quando acabou não fomos embora. Ficamos ali a sentir aquele frio sem dizer palavra. Disseste que me amavas e eu não respondi. Não por já não ter a certeza, mas sim por ter deixado de saber se isso é bom ou mau.
Já não tenho certezas e isso dói-me.
Antes de partirmos dou-te um abraço, para saber se ainda és a mesma, se ainda somos iguais.
Praia Norte, Viana do Castelo (9.2.08)
a ouvir..: No Surprises - RadioHead
Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008
Cópia
" Sentou-se no vazio das horas que iam passando nessa medida infindável em que se tornou o tempo. (...) Via a vida a passar pelos laços invisíveis do olhar, sem mostrar o mínimo de preocupação com o que se seguiria nessa sua vida triste de abandono à solidão. Temia a vida mais do que a morte e ria das preocupações dos outros consigo próprios, enquanto bebia da garrafa onde acumulava a sua sorte.
Via a vida com a cor indefinida que sempre o caracterizou. Deixou este mundo e os outros sem rasto. A sua cor confundiu-se com a cor dos dias que passaram depois de também ele passar sem marcar o mundo. (...) Evaporou-se num fumo cinzento indefinido. Num esgar cínico, com a mesma hipocrisia com viveu a sua vida a partir do momento em que a matou.
Abandonou-se à foice da morte, que veio vestida de cinzento para melhor se confundir com ele próprio e a sua cor, ou a falta dela."
Li isto e simplesmente adorei.
O que posso perder, afinal?
Chegou a altura de levantar a cabeça sem ter medo que o vento me derrube. Vou sentir esse friozinho na cara, vou abrir os olhos e seguir caminho. Posso cair já ali à frente, posso raspar os joelhos e fazer uma grande ferida. Posso tropeçar e ficar sozinha no chão, que mal tem?Continuo com os sonhos guardados e com uma vontade imensa de os viver, faltam-me, para já, forças para os concretizar. Sozinhos eles não vêm, não sabem o caminho sem a minha ajuda. Cabe-me a mim tira-los da gaveta e agarrá-los com unhas e dentes. Então está mesmo na hora de olhar o sol e enfrentar o vento, de me encolher no casaco e de não me proteger da chuva...
Posso tropeçar nos cordões mal apertados e magoar-me à seria...
Afinal, não tenho nada a perder!
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008
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Eu quero
e preciso
de viver junto a ti!
Há dias assim, frios e cinzentos...
Domingo, 27 de Janeiro de 2008
Parabéns

'Tu és o meu
amor perfeito, que me compra colares e me escreve bilhetes,que me
dá a mão na rua e que me
abraça no meio de todas as praças.
Tens um sorriso enorme e sempre que olhas para mim, sinto uma fábrica de borboletas no estômago e tenho vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo,
porque sabes fazer-me a pessoa mais feliz do mundo.'' Margarida Rebelo Pinto – in Público
Escreveu-o ao acaso, sem personagem certa.
Mas eu li-o para ti.
Parabéns!
Adoro.te <3
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008
Era uma vez...
A infância tem brilho e ternura e toda a ingenuidade que permite tornar cada pequeno gesto e brincadeira na coisa mais séria do mundo.
Quando era pequena, (sim, na foto sou mesmo eu =$) estalava os dedos e tornava-me um fada, com um varinha prateada e um estrelinha na ponta. Fazia Plim para todos os meus desejos se tornarem realidade e perguntava a todos qual a coisa que mais desejavam. "Sim, diz-me que eu arranjo para ti!" - enquanto tentava, em vão, esconder a varinha de condão atrás das costas.
Hoje senti o cheiro da infância, o cheiro a algodão doce e a leite morno. Hoje desdobrei cada desenho e li cada trabalho que guardei. Li poemas para a mãe e desenhos para as irmãs. Hoje vi todas as fotos que a mãe guarda religiosamente.
Hoje senti aquele calorzinho de quem pinta a vida a lápis de cor para poder misturar todas as cores sem borratar o desenho.
Chama
"Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Mas a chama que a vida em nós criou
Se ainda há vida, ainda não é finda
(...)
A mão do vento pode erguê-la ainda..."
Fernando Pessoa
Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008
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Há dias assim, em que basta o sol para me por um sorriso na cara.